Moda, autoestima e identidade: por que o look é mais profundo do que parece
Atualizado: 10 de abr.

Para muitos, o ato de se vestir pode ser algo banal no dia a dia; porém, há pessoas que
pensam, elaboram e levam a sério a escolha de qual roupa usar. E isso vai muito além de
só estar “bem vestido”: acaba se tornando uma terapia diária para a elevação da autoestima
e do autoconhecimento.
Estudos apontam que a moda tem impacto direto na saúde mental, influenciando o humor e
a autoestima e funcionando como ferramenta de auto expressão e identidade. Vestir uma
roupa que te faz sentir bem pode aumentar sua confiança. Isso fica evidente, por exemplo,
quando você se arruma para uma ocasião importante, seja uma entrevista de emprego, um
casamento ou uma reunião de trabalho.
Mais do que tendências ou aparência, a moda revela camadas profundas de identidade.
Vestir-se passa a ser, então, não apenas um ato prático, mas uma forma de se reconhecer
e se afirmar no mundo.

A designer de moda britânica Bella Freud, de 64 anos, bisneta de Sigmund Freud, fundador
da psicanálise, possui o podcast chamado “Fashion Neurosis”, onde ela une a moda e a
psicologia. Pessoas de extrema importância no mundo da moda já estiveram presentes no
podcast, como o designer Rick Owens, Christian Louboutin e a atriz Cate Blanchett.
O trabalho de Bella em seu podcast é desconstruir a idéia de que a moda é uma futilidade.
“Às vezes, você precisa da superficialidade, mas há muito além disso”, palavras ditas por
Bella em um dos episódios.
No fim das contas, a moda não é só sobre tendência ou vaidade: ela mexe com o que
sentimos e com a forma como nos enxergamos. Uma escolha de roupa pode levantar o
humor, dar aquele empurrão na autoestima e até ajudar na relação com o próprio corpo.
Quando a gente entende isso, se vestir deixa de ser só rotina, vira uma maneira real de se
conectar consigo mesmo e com o mundo ao redor.
Por Ana Clara Martins, Pâmela Oliveira e Felipe Júlio - Estudantes de Jornalismo
19 de nov. de 2025



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