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Saúde Mental no ambiente acadêmico

Comunica Universo
23 de nov. de 2025
2 min de leitura

Atualizado: 10 de abr.



Nos últimos anos, a saúde mental começou a participar com maior intensidade das discussões sobre a vivência universitária. Com o aumento expressivo de casos de ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outros transtornos emocionais entre estudantes, instituições de ensino superior de todo o país vêm sendo desafiadas a repensar suas estruturas e políticas de apoio. Mais do que um problema individual, o adoecimento psíquico no ambiente acadêmico é, hoje, uma questão coletiva e institucional.


O ingresso na faculdade representa, para muitos jovens, uma transição marcada por grandes expectativas como crescimento pessoal, realização profissional e novas conexões sociais. No entanto, para grande parte dos estudantes, a vida universitária envolve uma soma de responsabilidades e pressões que afetam diretamente a saúde mental.


“Pode-se dizer, com isso, que a formação universitária envolve eventos que podem funcionar como potenciais fontes de estresse, aqui definido como o resultado de persistentes esforços de adaptação à situação existencial ou a experiências geradoras de tensão, ansiedade, medo ou ameaça interna ou externa.”  - ANA BEATRIZ DE MOTA E SOUZA, Psicóloga – UFRJ. Docente do curso de Psicologia da UNIVERSO.


A necessidade de manter um bom desempenho, cumprir prazos, adaptar-se a novos ambientes e lidar com incertezas sobre o futuro profissional são apenas algumas das tensões enfrentadas diariamente. Também é muito comum que os alunos conciliem estudo e trabalho, o que, além de muito cansativo, pode desencadear sintomas de transtornos emocionais.

Estudos recentes, como o da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), revelam que mais de 80% dos estudantes universitários já vivenciaram algum nível de sofrimento psicológico durante o curso. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem alertando sobre o impacto do estresse prolongado na juventude acadêmica em escala global.

 

“Neste sentido, entende-se a necessidade da implementação de ações objetivando a reflexão sobre as estratégias de enfrentamento ao estresse, bem como do desenvolvimento da resiliência, como aspectos essenciais na promoção da saúde mental e do autocuidado destes graduandos. E como isso pode ser feito? Recomenda-se a prática de atividade física regular, o uso moderado de telas digitais, especialmente próximo ao horário noturno e, se necessário, ajuda especializada com profissionais de saúde mental.”


Por Higor Melo, Leonardo Sacramento e Ellen Moraes - Estudantes de Jornalismo

19 de nov. de 2025

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