Projeto de extensão da Universo promove acolhimento e apoio às mães atípicas em Niterói
Por: Thayssa de Jesus
Iniciativa do curso de Psicologia realizou encontro no Instituto Fábio Ferreira Neto, com atividades de integração, escuta e troca de experiências.

Com o objetivo de oferecer acolhimento, atenção e valorização às mulheres que dedicam grande parte de suas vidas aos cuidados dos filhos, alunas do curso de Psicologia da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) participaram de uma ação de extensão voltada às mães atípicas. O encontro aconteceu no dia 23 de outubro, às 9h, no Instituto Fábio Ferreira Neto, em Niterói.
A atividade fez parte do projeto de extensão “Cuidando de quem cuida”, desenvolvido pelo Grupo de Mães Atípicas, em parceria com o Instituto Fábio Ferreira Neto. A proposta foi proporcionar um momento de acolhimento e valorização para mulheres que, muitas vezes, enfrentam uma rotina intensa de cuidados, desafios emocionais e responsabilidades familiares.
Durante o encontro, as participantes foram recebidas com um café da manhã especial e participaram de dinâmicas conduzidas pelas estudantes de Psicologia. A programação também contou com momentos de conversa, troca de experiências e interação, criando um ambiente de escuta e aproximação entre as mães e as universitárias.
A importância de iniciativas como essa também está relacionada à necessidade de reconhecer o sofrimento emocional que muitas mães atípicas enfrentam. Em entrevista, Manuella, aluna do 4º período de Psicologia da Universo, polo São Gonçalo, destacou que a sociedade costuma concentrar sua atenção nas necessidades da criança, deixando em segundo plano o bem-estar da mãe.

Segundo a estudante, a sobrecarga de responsabilidades, a falta de apoio familiar e a rotina intensa de cuidados contribuem para que o sofrimento emocional dessas mulheres seja pouco percebido. Ela também ressaltou que o preconceito e a falta de inclusão social podem provocar sentimentos de solidão, ansiedade e tristeza, agravando o desgaste psicológico.
Outro ponto levantado por Manuella é a cobrança social sobre a maternidade. Muitas mulheres sentem que precisam demonstrar força o tempo inteiro e acabam tendo dificuldade ou vergonha de admitir que estão emocionalmente esgotadas, por medo de julgamentos ou de serem consideradas incapazes de cuidar dos filhos.
Para a estudante, cuidar da saúde mental materna também representa uma forma de contribuir para o desenvolvimento da criança. Quando a mãe recebe apoio emocional e psicológico, consegue enfrentar melhor os desafios da rotina e construir uma relação mais saudável e tranquila com os filhos, favorecendo um ambiente familiar acolhedor.
Além de contribuir para o bem-estar das participantes, a experiência proporcionou às estudantes de Psicologia uma oportunidade de vivenciar, na prática, a importância da escuta, da empatia e do compromisso social presentes na formação profissional.
O projeto reforça o papel da extensão universitária na aproximação entre a universidade e a comunidade, levando conhecimentos acadêmicos para além da sala de aula e promovendo ações que contribuem para a inclusão, a conscientização e a valorização das mães atípicas.





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